Primeiramente, é preciso esclarecer que o planejamento da nossa viagem foi um dos mais longos da história. Bote aí uns 15 anos. Isso mesmo. Uma década e meia de sonhos…
Isso porque ninguém sai da Disney da mesma maneira que chegou. Foi o que aconteceu comigo em 1995, quando troquei aquela tradicional festa de 15 anos por uma viagem a Orlando/Miami/Nova Iorque.
Acho que aquela foi uma das viagens mais maravilhosas da minha vida. Simplesmente não dava para acreditar que existisse no mundo um lugar tão perfeito, tão limpo, tão feliz! E desde aquele Janeiro de 1995 eu passei a sonhar com o dia em que levaria a minha própria família para passar férias na Disney.
De lá para cá, não pus mais os pés em Orlando. Como a vida me trouxe para o velho continente, ficava mais fácil matar as saudades na Disney de Paris (que nem chega aos pés da irmã mais velha, mas cumpre o seu papel). E como meu marido, que nunca havia ido a Orlando, também não demonstrava vontade nenhuma de conhecer a Disney, a gente foi deixando a viagem para quando o filhote chegasse mesmo.
Fabrício, como companheirão da Mamãe aqui, já veio pronto: um verdadeiro Disneymaníaco. Não vou nem tentar convencer alguns de vocês, porque basta perguntar para quem conviveu com ele desde cedo. Era só ouvir a música de abertura do Mickey Mouse Clubhouse para o filhote abrir o sorrisão e bater as perninhas…. Isso, sei lá, desde que ele tinha uns 4 meses de idade. Eu juro por Deus.
Era tão fofo que nem foi preciso muito esforço da minha parte para convencer o Alexandre de que o primeiro aniversário do Fabrício TINHA DE SER NA DISNEY WORLD! A família, que adora viajar, embarcou na nossa aventura na maior felicidade, assim como a Cris, minha amigona do coração, uma das primeiras a comprar a passagem.
Começamos a planejar tudo com 8 meses de antecedência. A ideia era, claro, economizar ao máximo nas passagens aéreas e nos hotéis, mas não só isso. Fazendo tudo com calma, teríamos tempo para pesquisar sobre as inúmeras opções e ofertas que existem quando se decide comemorar o aniversário na Disney. Tem de tudo, gente. E para todo tipo de bolso…
A primeira coisa que fiz foi consultar a minha amiga Anne, proprietária da Clan Turismo, uma das maiores especialistas em Disney que conheço. Trocamos vários emails com dicas, mas fundamental mesmo foi sentar com ela, lá na Clan, e conversar sobre o assunto por mais de 3 horas! A experiência da Anne, e os preços que ela nos ofereceu para passagens, acomodação e parques, foram fundamentais para o sucesso da viagem. Recomendo mesmo!
A nossa viagem durou 20 dias, e a estratégia foi a seguinte: nos hospedarmos em um resort Disney nos 8 primeiros dias, deixando para essas datas as visitas dos parques do complexo (Magic Kingdom, Hollywood Studios, Animal Kingdom e Epcot Centre); na segunda metade da viagem, mudaríamos de hotel e o foco passaria a ser os parques fora da Disney, como Universal Studios, Island of Adventure e Sea World. Além disso, planejamos uma visita à Nasa (Kennedy Space Centre), que fica próximo a Orlando. Desta vez, deixamos de fora os parques aquáticos e o Bush Gardens, em Tampa.
Os hotéis do complexo Disney são bem variados, e atendem aos mais diferentes públicos. Seguindo a dica da Anne (e também já tinha lido várias resenhas a respeito na Internet), resolvemos pular os hotéis mais econômicos e partir para a categoria moderada. Dentre todas as opções, felizmente escolhemos esta aqui:

O Port Orleans Resort – French Quarter é um hotel super aconchegante, com decoração inspirada no Mardi Gras, o famoso carnaval de New Orleans. A escolha foi em homenagem ao Vovô Caminha, que é fã de jazz e adorou assistir aos pocket shows que aconteciam todas as noites no Scat Cat’s Lounge, ao lado do restaurante.

Hospedar-se em um hotel do complexo Disney custa pelo menos duas vezes mais que uma acomodação semelhante, porém fora dos parques. Dói no bolso, não vou mentir, mas vale cada centavo… quer ver?
A praticidade é o ponto que mais conta. Viagem com muita gente é sinônimo de coexistência das mais diferentes vontades, correto? Com o transporte gratuito de 15 em 15 minutos entre hotel e parques, solucionamos pelo menos um problema. Quem estiver cansado pode voltar para o hotel mais cedo, sem que ninguém se sinta prejudicado. Vocês não sabem como esse pequeno grande detalhe foi fundamental para a felicidade geral do grupo!
Outra coisa que faz uma enorme diferença é o tratamento que recebemos nos hotéis Disney. A cordialidade, os sorrisos, os cumprimentos (“Have a MAGICAL day!”, “Have a MAGICAL night!”)… tudo é impressionante! Sentimos uma falta danada dessas coisas quando fomos para o outro hotel…

Outra coisa que ADOREI por lá foi o sistema de pagamento. Quando fazemos o check-in, recebemos um cartão que é, ao mesmo tempo, a chave do nosso quarto, os ingressos dos parques (Disney, claro) e, caso a gente queira, um cartão de gastos. Ou seja, nada daquela chatice de abrir mochila, abrir bolsa, pegar carteira… com esse cartão a gente paga tudo, de comida a merchandise, tudo mesmo, no hotel ou em qualquer outro estabelecimento Disney, inclusive nos parques. Na noite anterior ao check-out recebemos um extrato contendo todos os gastos. Daí o valor total é cobrado no seu cartão de crédito, de uma vez só. Não é o máximo?

O French Quarter também oferece uma área de lazer super legal para as crianças. Tem parquinho, uma piscina enorme, um mini cineminha no lobby, com canetinhas coloridas e livrinhos para as crianças poderem brincar… delícia!

Verdade que a gente nem aproveitou muito essa parte, porque o bom mesmo era acordar cedo, tomar o café e correr para os parques! O Fabrício, bem comilão, tomava leite assim que acordava, e ainda traçava outra mamadeira no lobby do hotel antes do passeio. Tia Calol não desgrudava dele!

E por falar em breakfast, outra coisa legal dos hotéis Disney: lá a gente compra uma caneca dessas bem grandes ($15) e pode fazer uso do refill quantas vezes quiser. Isso só dentro do hotel, hein? Tem refrigerante, suco, café, e o imbatível hot chocolate (o serviço funciona das seis da manhã até a meia-noite). Como as refeições não estavam incluídas no nosso pacote, compramos a caneca para garantir a bebida e fomos ao Walmart trazer uma leva de pão, queijo, presunto e frutas para o nosso dia sempre começar bem. Como o breakfast não é o forte da cozinha americana, esse esquema funciona. E, claro, tínhamos frigobar no quarto para manter tudo fresquinho… Olha a Vovó Baía tomando um hot chocolate antes de sairmos para a bater perna!

Um charme extra do nosso hotel: a possibilidade de ir a outros resorts e a Downtown Disney de barco. Uma delícia de passeio… Assim como acontece com os ônibus, o transporte de barco é gratuito para os hóspedes e a gente nunca espera mais do que 15 minutinhos.
E enquanto se espera… fotos, fotos e fotos! =) Tia Malica era a mais empolgada!

O Fabrício também não deixava por menos, e tratava de fazer caras e bocas para todo mundo que passava. A quem esse menino puxou, gente? Essa família nem gosta de foto… nem é de jornalistas!



Ah, vocês viram esses broches que os avós do Fabrício estão usando? São também cortesia da Disney, e você pode encontrá-los nos Guest Services dentro dos parques (ou na recepção do seu hotel Disney). Esses broches identificam o propósito da sua viagem e são um chamativo para os funcionários, que sempre te desejam feliz aniversário, parabéns, ou qualquer outra coisa que se relacione ao tema do seu broche. Nesta viagem, usamos o “Happy Birthday” (para o Fabrício); “First Time Visit” (para o Vovô e para o Alexandre); “Happy Anniversary” (para o aniversário de casamento da Vovó e do Vovô) e “Family Reunion”, porque foi muita gente para esse aniversário: 21 pessoas! Isso é que eu chamo de reunião familiar… e olha que houve faltas sentidíssimas, como do Vovô Campos e da Vovó Lúcia, que não puderam participar dessa viagem, mas certamente estarão na próxima!

Agora chega de papo… o barco chegou! Que lindinho! Foram mais ou menos uns 10 minutos de viagem até que pudéssemos ver os sinais da nossa primeira parada nesta viagem… Downtown Disney!

Love,
Mommy.



