15
dez
Teoria X Prática

Já se passaram 37 semanas de gravidez… vamos comemorar! É um verdadeiro alívio chegar a esse ponto da gestação. Afinal de contas, se nascesse hoje, meu bebê estaria 100% formado, com os órgãos maduros, prontinhos para o primeiro sopro de vida no nosso mundo!

 

Nem preciso dizer que a ansiedade já tomou conta de mim, né? Além da falta de sono, tenho de me segurar para não atacar a geladeira de 5 em 5 minutos. Sair de casa, então, é uma raridade! O frio chegou com tudo, e preciso ficar bem quietinha para não correr o risco de ter meu bebê antes da chegada da Caravana Christmas, na próxima terça-feira. Há dois dias senti umas contrações leves e fiquei desesperada com a possibilidade de ter o Fabrício sem a minha mãe aqui! Sério, hahaha!

 

Agora que tudo já está em seu devido lugar — roupas lavadas, móveis montados, malas arrumadas —, sobra mais tempo para continuar as leituras que foram interrompidas em meio a tantas pendências.

 

Sempre adorei ler sobre maternidade, e comprar livros sobre o tema virou um hobby nos últimos 9 meses. Os assuntos eram vários, mas a maioria das publicações girava em torno das mudanças no corpo, da preparação para a chegada do bebê e da amamentação. Já no segundo mês de leitura, passei a ver que, apesar de relevantes, as informações trazidas nos livros eram repetitivas, e não raro tratadas como dogma, coisa que passou a me chatear bastante. Como vocês podem imaginar, não demorou muito para que me entediasse e deixasse muitos desses autores de lado.

 

Foi quando recebi a dica de ouro da Claudinha, uma amiga do Papai.

 

Ela me deu de presente aqueles que considero os dois melhores livros sobre maternidade do mercado. Estou falando de Os Segredos de uma Encantadora de Bebês e A Encantadora de Bebês Resolve Todos os Problemas.

 

 

A autora das obras, a midwife inglesa Tracy Hogg, ficou famosa pela maneira simples e eficaz de lidar com as principais questões levantadas pelos pais, perdidos depois da chegada do bebê. Problemas como dificuldades em amamentar, distúrbios no sono e cólicas eram sanados com tanta rapidez que Tracy ganhou o apelido de Baby Whisperer, em português, A Encantadora de Bebês.

 

Quando comecei a ler o primeiro livro, fiquei absolutamente encantada com a técnica de Tracy. Mas como não tenho um bebê ainda para testar a teoria, mandei um email para a Claudinha perguntando se o método realmente funcionava. Ela, que tem uma filhinha de 1 ano e pouco, me garantiu que sim!

 

Não vejo a hora de colocar em prática tudo o que li. Estou bastante determinada a seguir as orientações da Encantadora e adotar uma rotina estruturada para o bebê desde a chegada do hospital. É uma tentativa de fazer com que os bebês se adaptem ao estilo de vida dos pais, repeitando os limites de cada um dos integrantes da família.

 

A principal vantagem do livro, na minha opinião, é a metodologia de Tracy. Senti como se estivesse estudando para o vestibular, anotando os principais pontos, as siglas que dão as dicas da rotina a ser seguida, o calendário de amamentação etc. Também adoro a liberdade que a autora dá aos pais. Não há espaço para aquela coisa de “se você fizer isso, estará colocando a vida do seu filho em risco”, ou “quem não amamenta no peito é a pior mãe do mundo”. Pelo contrário, Tracy reconhece que cada bebê é diferente (ela até os divide em subcategorias) e adianta que a teoria que propõe talvez precise ser adaptada à realidade da família.

 

E vocês, acham que tanta teoria dá certo na prática?

 

Alguma experiência para compartilhar?

 

Estou louca para ver que tipo de bebê o Fabrício vai ser!

 

Love,

 

Mommy.





22
nov
Maluquinho por livros!

Drummond disse, certa vez, sobre a obra-prima do amigo Ziraldo:

 

— Infância verdadeira é isso que ele conta em figura e verso gostosos que nem torta de chocolate. Quem viveu assim, sabe. E quem não viveu… que pena!

 

 

Ontem estava relendo O Menino Maluquinho, esse livro que tanto me lembra a infância. Acabei me emocionando tanto… Sabe como são as grávidas, né? Fabrício nem nasceu e já tem um acervo de livros de dar inveja. Um investimento que fazemos questão de fazer, pois tanto eu como Alexandre sabemos o valor que tem a leitura.

 

Lá em casa, sempre tivemos a sorte de contar com uma rica biblioteca, isso desde muito cedo. Até falei sobre o assunto outro dia, na coluna que escrevo semanalmente para o Blog do Noblat. Entre os tantos autores que costumávamos ler, Ziraldo é, para mim, dos mais brilhantes. Além de O Menino Maluquinho (1980), ele também é autor de Flicts (1969), que relata a história de uma cor que não se encontrava no mundo, e de História de Dois Amores (1985), em parceria com Drummond. São só alguns exemplos que provam como a nossa literatura infantil é rica. E olha que estamos falando de apenas um autor, dentro de um universo de talentos a perder de vista…

 

Em uma recente entrevista ao Diário de Pernambuco, Ziraldo confessou que fazer livros para crianças é a sua maior paixão. E quando perguntado sobre o que era preciso para estimular a leitura entre as crianças, respondeu:

 

— Ler com eles. Discuta o livro que está lendo, leve-os para museus, livrarias, encha a casa de livros. Você não sabe que papo bom têm as crianças.

 

Ele tem razão. Não me lembro de uma vez sequer que Papai ou Mamãe tenham nos obrigado a ler. Viver entre livros era natural para nós. Os incentivos eram muitos, e nada “forçados”. Um exemplo? Dar boa noite aos nossos pais e encontrá-los deitados lado a lado, cada um com seu livro. Sem falar no privilégio que tínhamos em conhecer pessoalmente esses monstros da Literatura. Ganhei versinhos de Drummond aos quatro anos de idade; Carol foi além, e é tema de um poema do Itabirano. E quando o telefone lá de casa tocava tendo do outro lado da linha o “Tio Fernando”, como chamávamos o inesquecível Fernando Sabino? Muita sorte, né?

 

Ziraldo nós conhecemos por volta de 1987, em Teresina, quando o autor esteve presente no Salão de Humor do Piauí. Tenho o maior orgulho de já ter sentado no colo dele. Agora é batalhar por um encontro do meu filhote com o autor. Quero o nosso exemplar de O Menino Maluquinho devidamente autografado por esse homem que tanto orgulha a nossa Literatura Brasileira!

 

 

Não encontrei a minha foto com o Ziraldo, mas aí vocês podem ver a Tia Carol, aos 4 anos de idade, com o ídolo.

 

Love,

 

Mommy.