7
mai
O Devorador de Livros

 

 

Deparei hoje com a foto acima (euzinha aqui, lendo o meu livro mais querido) e logo me lembrei de uma conversa que tive com um amigo aí do Brasil. Ele é pai, e na época dizia com o maior orgulho que estava montando uma super biblioteca para a filha. Não sei quantos livros, de não sei quantas coleções, um investimento alto, segundo ele.

 

Mais um pouco de bate-papo, percebi que toda essa montanha de livros era basicamente constituída de uma literatura elaborada, coisa de adulto, sabe? Aí perguntei a ele: e os livros de historinha? E os clássicos que todo mundo deve ler quando criança? Bobagem, leitura fraca, ele me disse.

 

É óbvio que não vou entrar na discussão do que é certo ou errado, até porque cada um faz o que acha melhor para os filhos… Mas acredito que a relação entre crianças e livros não deve esperar a idade adulta, nem pular etapas. Afinal, você conhece algum adulto que AME ler e que nunca tenha lido quando criança? Bom, nem eu.

 

Fabrício era bebezinho quando ganhou seu primeiro livro, daqueles de plástico, com os quais as crainças adoram brincar na hora do banho. Agora, já estamos em outra fase. E o filhote continua crescendo na companhia dos livros. A relação, no entanto, está bem mais “intensa”, hahaha! Vejam só…

 

 

Isso mesmo, Fabrício virou um devorador oficial de livros. E quando vi o estado desse coitado (o livro), jogado entre os brinquedos do cercadinho, fui tomada de uma alegria IMENSA

 

 

Isso porque a destruição dos livros do Fabrício mostra que o filhote gasta tempo manuseando cada um deles, sentindo o cheiro das páginas, literalmente provando e tomando gosto pela leitura, que agora se restringe a figuras…

 

 

Lá em casa, todo mundo é assim como o Fabrício, “devorador” de livros… Principalmente o Vovô Caminha, que às vezes chega a ler 80 livros por ano (!!!!) Para incentivar o filhote, compramos livros desses bem baratinhos e deixamos que ele se divirta: vale rasgar, colocar na boca, arrancar a capa… A educação virá com o tempo, claro.

 

Enquanto isso, guardamos aquelas edições mais especiais na prateleira. Porque um dia, eu espero, Fabrício vai entender que “devorar um livro” não é expressão a ser tomada assim, tão ao pé da letra… =)

 

Love,

 

Mommy.









9
dez
Quando a babá é o Papai…

A minha licença maternidade durou 12 meses. Isso mesmo, coisa de primeiro mundo… E quando a gente tem esse tipo de privilégio, o tópico volta ao trabalho nem é tão dramático assim.

 

Isso porque o filhote já tem uma rotina, come direitinho, já consegue se sentar, engatinhar, já demonstra insatisfação de forma mais clara… Enfim, your job is done. Dessa maneira, dá até para começar a pensar um pouquinho na gente, né?

 

No nosso caso, a situação ainda era mais light. Voltei ao batente em regime part-time. Ou seja, trabalho apenas dois dias da semana, sábado e domingo. O Fabrício, desde então, fica em casa sob a responsabilidade do Papai.

 

Morar fora tem dessas coisas, né… nada de creche, babá, empregada… E para encarar essa realidade, tem de ser assim, que nem o Alexandre: executivo, cozinheiro, faxineiro… e babá.

 

Na noite anterior ao grande dia (a volta ao trabalho), preparei a papinha (e já deixei na geladeira as porções exatas, prontas para esquentar), enchi os potinhos da mamadeira com leite em pó, separei fraldas, lenços umedecidos, roupas. Uma folha com instruções foi estrategicamente grudada na porta da geladeira para caso de dúvidas/emergência. E apesar de saber que vocês estão pensando que eu estava aterrorizada, digo que, na verdade, minhas precauções foram light. Afinal, ninguém melhor que o Pai do meu filho para cuidar dele na minha ausência. Pior seria ter de contratar algum desconhecido para a tarefa, concordam?

 

Foi assim que no dia seguinte deixei Fabrício e Alexandre em casa, e segui para o trabalho. Foram nove horas longe do Bubuzinho. E é claro que tive vontade de chorar no meio do expediente. Duas vezes. Só duas vezes. =)

 

Semanas já se passaram desde o Dia D. E, como vocês já puderam comprovar, Fabrício sobreviveu. O Alexandre, bem, esse sobreviveu com mais dificuldade. Porque vocês não imaginam a vontade que eu tive de jogar o meu marido pela janela depois de saber o que andou acontecendo aqui em casa na minha ausência.

 

Segue o relato das “escorregadas” do Pai do Fabrício durante o primeiro mês em que ficou cuidando do filho. Isso, é bom dizer, apesar das instruções grudadas na geladeira, dos discursos infinitos e da superproteção desta pessoa que vos fala.

 

Essas “escorregadas” jamais foram reveladas anteriormente. Nem mesmo para a Vovó Ana, durante nossos telefonemas diários. Para ninguém mesmo. Então, prepare-se. E se você for Mãe, well, saia de perto do seu marido para que o coitado não acabe pagando por um erro que não cometeu.

 

* No primeiro dia sob os cuidados do Pai, Fabrício queimou a língua. Sabe aquela coisa de sempre ver se a comida está quente demais, colocando um pouquinho dela no pulso? Não, isso não é instinto maternal/paternal. É aprendizado adquirido. Portanto, se for deixar o seu filho com o Pai, não esqueça de deixar na folha de instruções: “Provar a comida do bebê antes de dar a primeira colherada. Checar se não está quente demais”. E se você, como eu, já tinha escrito isso na folha de instruções, e o seu marido ainda sim ignorou a orientação, o que fazer?

 

* Na semana seguinte, o Pai relata que o Fabrício deu um escândalo durante o banho. Muito estranho, meu filho ADORA tomar banho, e em 10 meses nunca chorou dentro da banheira. Ao que escuto: “É… eu também achei estranho… Depois eu vi que a água estava quente demais…” Nem preciso dizer que o tópico banho estava contemplado na famosa folha grudada na geladeira, né? O que fazer?

 

* Já um pouco mais receosa de deixar a casa, seguimos para a terceira semana de trabalho. Diante dos acontecimentos das semanas anteriores, ouvir do marido que ele esquentou a mamadeira DE PLÁSTICO no microondas parece tão light que nem merece entrar na categoria tentativa de infanticídio.

 

* Na quarta semana, chego em casa e já pergunto: “Qual é a novidade de hoje?” Recebo como resposta: “Não… hoje foi tudo perfeito. Comeu direitinho, tomou banho morninho, agora tá brincando no bercinho.” Respirei aliviada, fiz um chocolate quente e sentei ao computador. Orgulhosa do meu marido, pergunto: “Mas e o dia, como foi? O que você fez?”

 

Agora pode respirar fundo, que a bomba está prestes a explodir.

 

“Ah, brinquei com o Bubuzinho, dei o almoço dele, e o bichinho tava tão cansado que ca-po-tou… Mas capotou tão pesado, que fui ao Tesco (supermercado que fica a 7 minutos a pé aqui de casa), voltei, e ele ainda tava dormindo…”

 

Peraí. Será que eu ouvi direito? Não…

 

“Ahhhhh, você tirou ele do berço, colocou no carrinho, foi com ele ao Tesco, voltou, e ele continuou dormindo…”

 

“Não… ele ficou no berço e eu fui lá no Tesco, mas voltei rapidinho, 15 minutos!”

 

Sério, só de escrever isso o meu coração fica apertado, e eu interrompo a respiração involuntariamente. Isso mesmo, meu bebê de 10 meses ficou em casa, SOZINHO, por 15 minutos. Sorte o prédio ter saído ileso do quebra-pau que rolou aqui em casa, porque a coisa foi feia. Mas o bom mesmo foi ouvir o argumento do Pai…

 

“Mas você já não fez isso não? Pensei que tivesse feito… Aí pensei que não tinha problema…”

 

Ótimo saber que as minhas atitudes são, na prática, INQUESTIONÁVEIS. E não, eu JAMAIS deixaria meu filho sozinho em casa, nem mesmo por 1 minuto.

 

*****

 

Bom, depois dessa nunca mais ouvi falar de um incidente sequer durante a minha ausência. Pelo jeito, as experiências/experimentos com o Fabrício serviram para alguma coisa. E apesar de todas essas “escorregadas”, não deixo de elogiar a boa vontade do meu marido em assumir uma tarefa que para muitos homens é obrigação feminina. Sei que não é todo homem que aceita cuidar de um bebê depois de passar a semana inteira ralando em tempo integral no trabalho (isso sem falar no que ele me ajuda quando chega em casa). Por isso, acredito que o saldo seja positivo… =) Especialmente porque o Bubu sobreviveu! =)

 

*****

 

Histórias como essas, que acabei de contar, não são privilégio meu… Outro dia, quase morro de rir de um email enviado por uma amiga, cujo nome tenho de manter em segredo para o bem do casamento dela, hahaha!

 

Também Mãe de primeira viagem, minha amiga estava cuidando do bebê em casa quando, ao ver que o marido ia dar uma saidinha, pediu a ele: “Amor, você pode trazer uma peneira grande para a gente usar na papinha do bebê? É que o neném está com a garganta irritada e fica com ânsia quando a papinha está cheia de pedaços…”

 

O marido dessa amiga, SUPER ÍNTIMO dos instumentos usados para fazer comida de criança, volta para casa com isto aqui:

 

 

Isso mesmo. A pessoa volta para casa com um escorredor de arroz. E cheio de orgulho, viu, porque “era a MAIOR PENEIRA que tinha no Extra…” Hahahaha!

 

Depois do episódio, essa amiga, que é bem PIOR QUE EU, agora não só deixa TUDO ANOTADO, como também FAZ DESENHOS ao lado das intruções, para que não haja dúvida sobre o que ela está dizendo… Pedi para que ela tirasse uma foto das orientações dela, e quase tenho um ataque aqui quando ela me mandou isto:

 

 

Pelo menos a gente tem história pra contar, né?

 

E vocês, alguma pérola dos maridos/pais que queiram compartilhar?

 

Love,

 

Mommy.





6
ago
E bebê combina com samba?

Claro que combina! =) Já fazia um tempo que queria escrever aqui sobre as várias iniciativas que tenho visto para a recuperação da vida social de gente como a blogueira que vos fala. Como vocês estão cansados de saber, os primeiros meses da vida de uma Mãe são INTEGRALMENTE dedicados à cria: depois do revelador momento de afirmação do poder feminino — o parto —, passamos a viver em um mundo lindo e cheio de culpa, cujos habitantes são seres inanimados (o leite, o peito, a fralda, a mamadeira, a chupeta, e por aí vai…)

 

É claro que a gente não troca o mundo lindo e cheio de culpa por NADA nesse mundo, mas até Zeus teve o seu dia de descanso e saiu com os outros deuses para um sambinha… =)

 

O primeiro SamBaby!

 

Por isso, é com muita alegria que vou marcar presença, no dia 20/08 (anota aí) no primeiro SamBaby de Brasília, que será realizado no restaurante Oliver, olha que chique! Quem está à frente da organização é a Julia Conter, proprietária da loja infantil Kids Club, e a Stella Lobato, da Boobambu/Academia da Criança. Quem vai comigo?

 

 

Já tinha ouvido falar do Sambebê, evento semelhante que já é sucesso no Rio e em Sampa. A proposta deles, e do SamBaby, é proporcionar shows de samba e chorinho em ambientes child friendly, para que pais e filhos possam curtir um programa cultural juntos. Não é o máximo?

 

Tudo é feito pensando nos pequenos: som da banda reduzido, salinha para amamentação e troca de fraldas, menu especial para crianças, brinquedoteca… e, claro, nada de cigarro! Haverá até estacionamento para os carrinhos de bebê! Prometo um vídeo bem legal mostrando como foi! Ah, o couvert artístico da banda será de R$9,00 (crianças de até 12 anos não pagam).

 

Cinematerna

 

É outro projeto incrível, criado por uma mãe cinéfila. Genial mesmo, porque quem é que consegue ir ao cinema 100% despreocupada, deixando em casa um bebê de poucos meses? A gente não se concentra no filme e fica pensando: será que ele comeu tudo? Será que ele já dormiu? E se fulana esquecer de passar a pomadinha? Ai, meu Deus, ele já deve estar todo assadinho… Buáááááá! Ai, mundo lindo e cheio de culpa!

 

 

Então, o que parecia impossível, aconteceu! Agora podemos levar a nossa bolinha de carne não-comestível ao cinema!

 

Muitas cidades já contam com o Cinematerna, e o de Brasília é um sucesso! No próximo sábado, dia 13/08, haverá sessão especial no Iguatemi. Trata-se do “CinePaterna” by Fisher-Price, evento em homenagem ao Dia dos Pais! Esse eu vou perder, porque ainda estarei aqui em Londres. Os pais que chegarem acompanhados de seus bebês vão ganhar cortesias, distribuídas por ordem de chegada. Imperdível!

 

Estou amando todas essas iniciativas, gente! Coisa de primeiro mundo… Ah, importante dizer que fiquei sabendo de tudo isso pelo blog Roteiro Baby, que eu adoro!

 

Por um mundo lindo e cheio de culpa mais social… =)

 

Love,

 

Mommy.





6
jun
Uma pirueta, duas piruetas…

Bravo! Bravo!

 

É assim que começa a música preferida do Fabrício, uma canção que também faz parte da minha infância… Vocês se lembram dela?

 

 

Os Trapalhões são, para mim, trilha sonora de momentos felizes: almoço na casa da Vovó, risadas, idas ao circo… As músicas, claro, estão na playlist do filhote, que não cansa de escutá-las.

 

Anos mais tarde, já adolescente, meu gosto musical se estendeu àquele que compôs “Piruetas”: o grande Chico Buarque (ai, ai…)

 

E vocês sabem como as nossas preferências influenciam os filhos, né? =) Nem cinco meses de convivência, e parece que o Fabrício já está encantado pelo Chico também <3 <3 <3 . Não é para menos. Só mesmo grandes artistas nos deram o presente de dedicar parte de sua obra às crianças. Falo de gente como Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Tom Jobim, Raul Seixas... Só feras!

 

E não é que a história de amor entre Fabrício e “Piruetas” foi parar nos ouvidos do próprio Chico Buarque?

 

 

Graças à Tia Calol (que já está íntima de “Deus”) e à Vovó Ana, também fã de carteirinha, Fabrício ganhou o primeiro autógrafo da sua vida…

 

 

É muito para o meu coração…

 

 

Para o Fabrício, com mil piruetas, Chico Buarque.

 

Love,

 

Mommy.





17
mai
Fabrício (ama) Postcrossing!

Definitivamente, não é coisa da geração do Fabrício. Ele tem 4 meses, mas já adora televisão, reconhece o som do Skype, fala com os avós pelo computador e interage com o iPad. Rodeado de tecnologia por todos os lados (até porque a Mamãe aqui a-do-ra), como fazer com que o nosso filhote aprecie também as coisas simples da vida? Falo de prazeres que custam quase nada, como o ato de enviar e receber cartões postais.

 

A minha relação com cartas data de muito tempo, quando tinha uns 3, 4 anos. Lembro que Papai recebia muita correspondência (de editoras, principalmente), e aqueles inúmeros envelopes, depois de abertos, sempre acabavam no chão, junto a mim, em uma brincadeira batizada de “sorteio”.

 

Segui em companhia das cartas por muito tempo, especialmente quando nos mudamos de Teresina para Brasília. A tristeza em deixar tantos amigos para trás era amenizada a cada vez que recebia deles uma correspondência. Ah, como era bom! =)

 

Já adulta, com saudades daquilo tudo, encontrei na Internet uma comunidade bem interessante, chamada Postcrossing!

 

É um projeto que permite com que pessoas do mundo inteiro troquem postais entre si. Funciona de maneira bem simples: a cada postal enviado, recebe-se outro. E por aí vai. A minha experiência com o Postcrossing sempre foi tão rica, que não pensei duas vezes: ainda grávida, entrei no site e criei um perfil para o Fabrício!

 

 

A intenção é, claro, divertir. Mas pensando bem, a atividade é super instrutiva também! Fabrício já recebeu postais da Alemanha, China, África do Sul, dos Estados Unidos, do Japão… Agora ele não entende, né? Mas imaginem como será legal, daqui a alguns anos, diante de uma coleção gigantesca de postais, sentarmos juntos para pesquisar as paisagens, os costumes, a vida que se tem em cada país?

 

 

Apesar de estar na ativa há pouco tempo, Fabrício é um Postcrosser muito querido! Todos acham fofo a ideia de um bebê que envia postais, hahaha!

 

Uma rede de relacionamentos com toque vintage, onde só há espaço para palavras e imagens belas.

 

Love,

 

Mommy.

 

P.S.: Uma linda troca de correspondências foi tema de uma das Cartas de Londres, minha coluna semanal no Blog do Noblat. Para conferir, basta clicar aqui!





20
dez
Parece que foi ontem…

Já perdi as contas de quantas vezes ouvi:

 

— Curta todos os momentos, porque eles crescem muito rápido!

 

Pois é, o Fabrício nem nasceu ainda e eu já me sinto assim, impressionada com o desenvolvimento dele. Lembro-me de quando entramos na clínica para a primeira ultra e parece que que foi outro dia!

 

 

Vejam a nossa felicidade com a foto do Fabrício, ainda um feijãozinho!

 

Não vejo a hora de tê-lo aqui com a gente, mas ao mesmo tempo é tão bom ter a certeza de que ele está “nice and warm” dentro da minha barriga…

 

 

Love,

 

Mommy.





5
dez
L.O.V.E

Um sábado perfeito começa com café-da-manhã na cama, carinhos na barriga e onda de beijos. Fabrício já tem o melhor pai do mundo…

 

Só tenho a agradecer por tudo o que você foi durante esses quase 9 meses. E por tudo o que será de agora em diante.

 

Love you forever,

 

Mommy.

 





23
nov
The Waiting Game…

Um bebê fará o amor mais forte; os dias mais curtos; as noites mais longas; a conta bancária menor; a casa mais feliz; as roupas mais sujas; o passado esquecido; e o futuro algo pelo qual vale a pena viver. (Autor Desconhecido)

 

 

This is the waiting game…

 

Love,

 

Mommy.