Ufa, depois de dias sem poder escrever aqui por conta de um problema com o servidor, estamos de volta! Estava louca para terminar de escrever sobre as emoções que tivemos no Brasil. Agora é hora de falar da nossa família carioca, e a primeira foto só poderia ser esta, né?

Essa gata aí é a Dona Juracy, avó paterna do Alexandre, bisavó do Fabrício! Olha, o encontro dos dois foi tão fofo, tão emocionante, que mal vejo a hora de começar a postar aqui os vídeos da viagem…
A primeira visita carioca foi, claro, à casa da Dona Juracy, que não sabia de nada, e levou o maior susto quando viu a gente! Tudo planejado pelo Vovô Campos, que adora fortes emoções!
Quem passou lá na casa da Bisa também foi o Isaac (lembram dele?), priminho do Bubu. Eles só têm dois meses de diferença entre si, então já viu a bagunça que fazem quando estão juntos… Acho o máximo que o Fabrício tenha primos próximos, porque os meus sempre foram muito presentes, parte fundamental da minha infância. Só peço aos deuses para que Fabrício e Isaac sejam menos danadinhos que seus pais! =)

Vocês acham que eu tenho chance diante dessas carinhas safadinhas? Difícil, né? Tio Fabrício (irmão do Alexandre) já estava ansioso para conhecer o xará, e ficou impressionado com a energia do Bubu, hahaha! E a Tia Natália, mãe do Isaac, foi só chamego com o sobrinho! Isso quando o Isaac dava chance, né? =)

Foram momentos maravilhosos juntos: Dona Juracy relembrando a infância do Alexandre naquela casa, compartilhando conosco suas memórias singulares… isso sem falar nas histórias impagáveis contadas pela Tia Terezinha, irmã do Vovô Campos. Sabe aquela tia empolgada, que leva os sobrinhos para todo canto? A própria! Ela, que curtiu tanto o Alexandre, não via a hora de apertar o nosso gordinho… Quase que não sobra para mais ninguém! =)

A verdade é que a competição era grande entre a Tia Terezinha e a Tia Elvira, que também cuidou muito do pai do Fabrício! Aliás, ela pediu para avisar aqui que vai mandar a conta do médico da coluna para você, viu, Alexandre? É que o nosso filhote está tão gordinho, tão fofucho, que as costas da Tia Elvira foram pro brejo… =)

Durante toda a nossa estada carioca, Vovô Campos e Vovó Lúcia foram só paparicos com os netinhos… Afinal, era tudo o que eles queriam na vida, né? Para vocês terem uma ideia, há 10 anos ouvia do meu sogro: “me dá um netinho…. por favor! Só um…” Pois é, ele pediu tanto, tanto, que vieram dois de uma vez!

Eu amo meus avós, Mamãe!

Visita gostosa também foi a que fizemos à casa da Tia Inês, cunhada da Vovó Lúcia. Que delícia de família, adoramos todo mundo! Pensei que chegaríamos lá e só veríamos a Tia Inês e o Tio Ademir, mas não é que ela convocou a família inteirinha para nos conhecer? Lá estavam Tia Márcia, Tia Dani, Tia Thaís, os maridos, os filhos… Uma verdadeira festa. Tem como não AMAR?

O Rio de Janeiro continua lindo… e a nossa família também! =)
Love,
Mommy.
Depois da pausa para registrar os 9 meses do Fabrício, voltemos à maratona cearense! Pois é, nenhuma outra palavra descreveria melhor a nossa passagem pela terrinha… MARATONA! Tanta gente querida para visitar, para apresentar ao Bubu! Foram dias intensos, mas muito FELIZES! Vejam alguns dos nossos momentos por lá…

Colinho gostoso da Bisavó Mosinha; chamego com a prima Sofia; total cumplicidade com o priminho Paulo Artur; e, claro, o momento gastronômico adorado pelos CAMINHAS: galinha ao molho pardo, macarrão, arroz e batatinhas da Maria! Detalhe importante: o pratinho laranja é meu, e até hoje como nele quando vou à Vovó! E ainda como de COLHER! (*vergonha)

Um dos momentos mais esperados desde o nascimento do Fabrício: o encontro com Tia Rita e Tio Dudé! Fabrício pintou e bordou por lá… Já estamos com saudades de vocês!

Também na casa da Tia Rita, outros encontros felizes com Tia Pipi (primeira foto), Gugu e Zildinha. Todo mundo apertando o Gordo! E dá para resistir?

Uma prévia do que veremos daqui a uns meses, na Disney: farra com Rachelzinha e Tia Tequinha em um dos almoços mais longos que Fortaleza já viu, hahaha!

E que coisa gostosa é voltar aos tempos em que, pequenininha, visitava a casa da D. Alazi e Dr. Afrânio… Bom vê-los tão saudáveis e felizes! Fabrício adorou o passeio!

E para encerrar o circuito cearense, o encontro entre as duas amigas de longa data… Apresentamos o Fabrício à amiga de infância da Vovó Ana: Tia Bel (segunda foto). Também encontramos a mãe dela, D. Austria, querida amiga da nossa família. Laços que permanecem fortes até hoje!
A viagem ainda está começando… =)
Love,
Mommy.
Com quatro dias de atraso, todos juntos… Parabéns, Fabrício!

Vocês devem ter visto por aí que a confusão tomou conta de Londres na semana que passou. Foi uma loucura, pessoal! Confesso que fiquei abalada com o que vimos… os atos de violência e desrespeito nos deixaram com medo de sair de casa com o Bubu. Ficamos praticamente trancados no nosso mundinho por quatro longos dias e, mesmo assim, a sensação de insegurança permanecia! Daqui de casa escutávamos as sirenes dos carros de polícia e víamos muita fumaça, resultado dos incêndios em lojas e casas em toda Londres…
Mas ufa, ainda bem que tudo passou, né? Então vamos voltar ao assunto de hoje: os 7 meses do Fabrício! =)

No dia 10, aniversário do Gordinho, levei um papo muito sério com ele. Aquela coisa de sempre, que ele está crescendo rápido demais para o meu gosto, que isso não se faz com uma Mamãe tão legal quanto eu. Fabrício me prometeu continuar com 7 meses pelos próximos 2 anos. E assim passamos o dia… felizes nessa promessa mentirosa do meu bebezinho…=)

Finalmente conseguimos pesar o Bubu, e tirar as medidas mais importantes dele. Há coisa de duas semanas, nosso filhote estava pesando 8,68kg e medindo 70,5cm. Pelo que vimos, o peso está dentro do esperado, mas a enfermeira ficou impressionada com o tamanho dele! Agora dá para dizer de onde o meu filho puxou essa “altura” toda? Porque, como vocês já sabem, não sou lá uma jogadora de basquete, hahaha! Nem o pai!

No último mês, as gargalhadas do Fabrício invadiram a nossa casa com mais frequencia. Que criança mais feliz… Que delícia acordar com aquele sorriso todos os dias! Para quem perguntou, o soninho do Bubu voltou a ser mais pesado. Ele vai para o bercinho às 18h30/19h, depois de tomar banho, comer a papinha, tomar o leitinho… e lá na caminha dele dorme sozinho, entretido com seus amiguinhos. Um amor!

Aliás, o cavalo marinho que vocês podem ver abaixo é um dos brinquedinhos mais queridos do Fabrício! Não estou ganhando nada da Fisher Price, pessoal, mas tenho de tirar o chapéu para a marca, porque esse seahorse é genial, hahaha! Compramos o Isaaquito (batizado em homenagem ao priminho dele, Isaac) há muito tempo, mas só agora o Fabrício interage direito com ele. O tamanho do Isaaquito é perfeito, e a barriguinha dele, quando apertada, fica iluminada e toca sons que acalmam o bebê. Quer dar um presente para o filho da melhor amiga? Isaaquito é a solução! =)

Agora estamos aqui arrumando as malas para a nossa viagem ao Brasil! Estou louca para ver como o Fabrício vai se comportar no avião, e como vou me virar sozinha! Prometo um post com dicas de como sobreviver a uma viagem tão longa com um bebê! Já tomei algumas providências que, acredito, vão facilitar a minha vida. Mas é surpresa! Só conto depois! =)


Levando esse sorriso para a nossa casa… Brasil!
Love,
Mommy.
Vocês se lembram daquela época de segundo grau, quando todas as amigas faziam 15 anos na mesma época? Era festa todo mês, uma agenda lotada de compromissos sociais, hahaha! Vida boa, aquela! Pois é, depois desse aniversário tão marcante, e da tradicional viagem para a Disney com a galera, comemorações assim, em combo, só mesmo na formatura do terceiro ano, né?
Aí já começa outra fase: umas se casam logo; outras dez anos depois… E fica cada vez mais difícil compartilhar o que se vive ao mesmo tempo…
Agora vocês já podem ter uma ideia do que significa a alegria de ter uma amiga grávida ao mesmo tempo que você! Até nisso fui sortuda, viu? Éramos Eu, a Cris, a Mari, a Débora… todas dividindo medos e expectativas durante esse momento tão especial!
Além dessas amigas queridas, tive também uma prima grávida junto comigo! Que felicidade, né? A prima era a Rachel (a.k.a Rach), com a qual tenho muito mais em comum do que vocês pensam! =)
Foram meses de emails e dicas entre Sampa e Londres. E para vocês verem como o tempo passa rápido, o Liam já nasceu e já veio conhecer o Fabrício! =)
A minha ansiedade era tão grande para ver esses três, que conseguimos encontrar Rach, Doug e Liam no meio da loucura da feira de Notting Hill! =) Sem combinar, ligar… nada! Eu só dizia pra Mamãe: “A gente vai encontrar os três por lá… pode ficar despreocupada!”
O pensamento positivo deu certo, de novo! As always! =) Abaixo, o momento do encontro!

Como o Fabrício tinha ficado em casa com o Papai, a apresentação dos primos só aconteceu dias depois, quando recebemos a família Zaroni para jantar!

Além do trio, tivemos a honra de receber o ilustre casal EB & Zazá, os avós corujas do Liam! Que delícia foi ver todo mundo junto aqui em casa!

Olha a alegria da EB segurando o Fabrício e o Liam! Avó coruja, essa!

Dois gorduchos!
Love,
Mommy.
… foram estes, com a visita da Vovó Baía, Tia Lula e Livinha! Tanta festa, que só agora consegui me recuperar fisicamente da maratona! Muito bom ter a minha Mummy aqui com a gente… Valeu demais!

O reencontro com a Vovó Baía foi perfeito, super emocionante! O mesmo aconteceu em relação à Tia Lula e Livinha, que vieram de Fortaleza: Fabrício se jogou nos braços de todo mundo, sorriu, fez graça… Como dizem por aqui, é um verdadeiro ladies’ man, em legítimo português, um garanhão! =)
A farra foi grande, e é claro que o filhote saiu completamente da rotina! Continuou super comportado, mas ia para a cama lá pelas 11 da noite, completamente capotado, feliz da vida! Mais ou menos como essas duas maluquinhas da foto abaixo! =)

Os dias estavam muito lindos aqui em Londres, perfeitos para desbravarmos a cidade. Mamãe já é praticamente uma londrina, mas Tia Lula e Livinha, que nunca haviam estado aqui, mereciam um tour daqueles, bem caprichados: Big Ben, Abadia de Westminster, London Eye, Piccadilly Circus, Soho, Palácio de Buckingham… passamos por todos esses lugares! A farra era em todo lugar, especialmente nos parques…

Também levamos nossas guests à famosa Abbey Road, cuja faixa de pedestres foi imortalizada na capa de um dos álbums dos Beatles! Mamãe quis me matar quando disse a ela que não tinha uma foto sequer do momento em que o Fabrício atravessou a faixa (quando o Papai estava aqui), arrancando risos dos turistas… Juro que pensei nisso, mas tive medo do Vovô do Fabrício ser atropelado em plena Londres, só para que eu pudesse postar a foto aqui no blog, hahaha! Fico devendo essa!


O Fabrício nos acompanhou todos esses dias, na maior alegria. Ainda fico impressionada com o fato de o filhote não estranhar nada… come em qualquer lugar, tira a sonequinha durante os passeios, sorri para todo mundo… Impossível não se apaixonar por ele!

E por falar em paixão… olha o charme que o Bubu jogou para a loira? Foi um caso de amor à primeira vista… o que faço? Deixo de castigo? Proíbo a Livinha de voltar aqui? Querem roubar o meu filho de mim! =)

Quanto à Tia Lula, espero que tenha gostado da estada londrina! Ela, que não é tia de sangue, mas é do coração, sempre foi muito carinhosa com a gente, e tem nos acompanhado pela vida inteira. Fiquei muito feliz por ter apresentado meu filho a essa pessoa tão especial e querida!

Ainda vem mais por aí…
Love,
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Por: Mommy
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Dá para ver, pelos comentários deixados aqui no blog, no Facebook e no Twitter, que vocês estão ansiosos para saber como se deu o parto do Fabrício. Eu também estou louca para contar! Pensei que fosse levar semanas até que encontrasse tempo para escrever aqui, mas somos sortudos demais, viu!? Nosso bebê é muito calminho e dorminhoco!
Como já sabem, Fabrício comemora hoje 1 semana de vida. E não haveria melhor data para compartilhar com vocês o que aconteceu conosco na madrugada do dia 10/01/2011, aqui em Londres.
Como tudo começou…
Já não suportava mais tanta ansiedade. Passadas as 40 semanas, ciclo completo de uma gravidez, a expectativa para a chegada do Fabrício era muito, muito grande. Já não saía de casa há cinco dias, morrendo de medo de sentir alguma coisa na rua. E essa prisão domiciliar me deixava ainda mais tensa. Por isso, no sábado, dia 8, tomei uma decisão: se o Fabrício não viesse naquele dia, o domingo seria tomado de atividades com a Mamãe. Sairíamos para bater perna e esquecer da barriga (o que naquele ponto era uma tarefa visivelmente difícil).
Como imaginávamos, Fabrício não apareceu naquele domingo, dia 9. Então, tomamos o metrô rumo a Knightsbridge, onde passamos nada menos que 6 horas caminhando… e comprando. =) A minha barriga devia estar absurdamente grande, porque as vendedoras comentavam e as pessoas até apontavam para mim. E eu louca para ter o Fabrício logo nos braços…
Quando chegamos em casa, depois daquela maratona, ainda não sentia nada de diferente, a não ser uma leve pressão nos quadris. Pedi para que Papai me fizesse uma boa massagem nas costas antes de que ele e Mamãe seguissem para o hotel, já por volta da meia-noite. Pouco depois da saída deles chegam em casa minhas irmãs, Carol e Malica, e minha prima Cacá. Elas me fazem mais massagem enquanto comemos chocolate assistindo aos piores programas na TV. Rimos muito. As meninas decidem dormir, e eu sigo para o meu quarto.
Será agora?
Já passava das duas da manhã, e o Alexandre estudava no quarto. Ele me chama para dormir, mas o meu desconforto na cama é tão grande que decido passar a noite no sofá. Chegando à sala, começo a sentir uma coisa estranha…
A primeira sensação de umidade. Volto ao quarto, troco o absorvente (imprescindível no fim da gravidez) e volto à sala. Sinto-me molhada de novo, e volto ao banheiro, pela segunda vez. Quando me deito no sofá, a mesma sensação. Pela terceira vez. É quando penso se aquilo poderia ser a famosa bolsa d’água que já havia estourado.
Com muita calma, pego o telefone e ligo para o Birth Centre, seção do Whittinghton Hospital destinada a partos humanizados. Peço orientação: digo que não sinto nenhuma dor, mas atento para o líquido que insiste em “vazar”. A midwife sugere que eu vá para o hospital para ser examinada pelo time de doulas. Afinal, com bolsa d’água não se brinca.
Ainda sem falar nada para ninguém (a casa toda dormia), ligo para a Mamãe e Papai e os convoco para um passeio pelo hospital. Mamãe capta a mensagem e diz que estará aqui em casa o mais rápido possível.
Desligo o telefone. Vem a primeira contração.
De início, parecia uma forte cólica menstrual. Mas bastaram alguns minutos para que eu sentisse que sim, era chegada a hora. Enquanto esperava a chegada dos meus pais, a intensidade das contrações aumentaram assustadoramente, a ponto de me deixar de joelhos no chão. Era uma dor que nascia nos quadris e descia até o pé da barriga.
Mamãe e Papai levam coisa de 20 minutos para chegar. Digo às meninas que fiquem em casa esperando orientações. Só valia a pena se juntar a nós caso eu realmente estivesse em trabalho de parto. De táxi, seguimos eu e Alexandre, Mamãe e Papai para o hospital.
No Birth Centre…
Já sentindo muita dor, chegamos ao Birth Centre do Whittington Hospital. Não demorou mais que 5 minutos para que fossemos atendidos por uma midwife. Muito simpática e tranquila, ela quase não perguntou nada, pois já tinha em mão todas as informações relativas a mim e ao meu bebê. É importante lembrar que estávamos em um hospital público, e como o sistema de saúde inglês utiliza um arquivo universal, a etapa “papelada para internação” foi desnecessária. Não assinamos um documento sequer.
Fui prontamente instalada na suíte 02 do Birth Centre. Sinal de sorte. Foi aquele quarto que escolhi mentalmente para mim, meses antes, ao fazer uma visita às instalações. Era um quarto grande, com uma cama de casal, aparelhos de pilates e uma grande banheira, onde, se tudo desse certo, teria meu filho. Coincidência ou sorte de principiante, aquele quarto esperava por mim na madrugada do dia 10.
Já passava das três da manhã e as contrações avançavam em ritmo acelerado. Junto a mim, Mamãe massageava as minhas costas, enquanto a doula Angélica, uma grega muito doce, me orientava a respirar corretamente quando vinha o pior da dor. Depois de ler muito sobre parto humanizado e assistir a incontáveis vídeos sobre o assunto, eu sabia que mais forte do que aquelas contrações tinha de ser a minha força de vontade em ter meu filho na água. Na minha mente vinha a conversa que tive com uma doula portuguesa, que me disse: “A sua cabeça controla o seu corpo”.
Depois de 3 horas de contrações, minha dilatação foi checada pela primeira vez. Apenas 2cm. Foi um balde de água fria. Ainda havia um longo caminho a ser percorrido. Além disso, ainda tive de ver a minha doula Angélica indo embora para casa. Seria a sua substituta tão boa quanto? Impressionante como que em certos momentos a gente se apega a pessoas que mal conhecemos, né?
Depois de tantas horas de dor, passei a sentir que meu corpo já se acostumava à situação. É claro que doía muito, muito mesmo, mas do mesmo jeito que a dor vinha… ela ia. E assim eu ia vivendo, de quatro em quatro minutos. Por horas. Na minha cabeça, mais forte do que nunca, estava o meu desejo de ter um parto sem intervenção médica, sem anestesia. O mesmo não posso dizer do Alexandre que, coitado, mal podia olhar para mim sem se sentir mal por me ver passando por aquilo tudo… e por escolha própria! Ele ainda sugeriu uma peridural à midwife, pedido que foi educadamente negado por ela. Com meu Plano de Parto em mão, ela sabia que aquele não era o meu desejo.
Chegam, então, ao quarto Sharon e Michelle, meu novo time de midwives. Sharon transmitiu a todos nós, de imediato, uma segurança inacreditável. Era doce e cuidadosa. Michelle estava ali para auxiliá-la e era estudante da prática. Em um ano terminará o curso de formação para midwives. Aquele era o seu primeiro parto, um momento especial para ela também. Eu não estava acreditando na minha própria sorte.
Chega a tropa toda…
Mais quatro horas se passaram e no nosso quarto já estavam Mamãe, Papai, Alexandre, Carol, Malica e minha prima Cacá. Todos juntos, unidos para o nascimento do Fabrício. Pode parecer estranho para muita gente, mas aquela tropa toda era a minha fortaleza e eu não precisava de mais nada para a chegada do nosso Príncipe.
Às 10h da manhã, aproximadamente, minha dilatação foi checada pela segunda vez. Nessa hora, exausta de tanta dor, pensava que se estivesse com pelo menos 7cm já seria maravilhoso: poderia entrar na piscina e sentir a água morna aliviando um pouco as contrações. Mas eu não estava com 7cm… já me encontrava COMPLETAMENTE DILATADA, com 10cm!
Foi o incentivo que faltava. Respirei fundo novamente e o fôlego foi renovado. Mamãe diz que minhas feições mudaram, que minha expressão foi de tanta felicidade que era como se a dor houvesse desaparecido.
Imediatamente, as midwives providenciaram a piscina; minutos depois, já me encontrava dentro dela, sentindo a água morna aliviando a pressão nos quadris.
Um alívio que durou pouco tempo…
… porque logo começaram as piores contrações, aquelas que ajudam a expulsar o bebê.
Imagino como deve ter sido difícil para todos que estavam ali no quarto presenciar um momento de tanta dor. Naquele estágio era impossível segurar aquelas contrações com respiração, apenas. Passei a urrar de dor, um som animal, difícil de descrever.
Enquanto Malica filmava e Carol fotografava todo o processo, Alexandre segurava a minha mão. Cacá e Papai se mantinham mais ao fundo no quarto, rezando. E Mamãe sempre perto de mim. Na minha frente, Sharon e Michelle me encorajavam, e diziam que eu estava fazendo tudo certinho. Já podiam até ver a cabecinha do Fabrício, cabeludinha. Eu mal podia crer que meu filho estava chegando.
Naquele estágio, a dor era insuportável. O bebê já estava “coroando”, um momento conhecido como “The Ring of Fire”. Como o nome mesmo diz, é quando a contração vem acompanhada de um ardor indescritível, um anel de fogo em volta da cabeça do bebê. Dessa hora pode-se tirar apenas um pensamento positivo: sabe-se que o “Anel de Fogo” é sinal de que o bebê já está nascendo.
E assim foi. Após mais umas quatro contrações, incrivelmente fortes, Fabrício nasceu. Nadando. Lindo.

Respeitando meu desejo contido no Plano de Parto, Sharon retirou Fabrício da água e o colocou nos meus braços, para que se desse o contato com a minha pele. Foi a felicidade plena. Não havia mais espaço para a dor.

Ficamos assim, juntinhos, por alguns minutos, até que deram Fabrício ao Alexandre. Também sem blusa, para que Fabrício pudesse sentir seu cheiro e pele, meu marido segurou o filho pela primeira vez.

Ainda não acredito que tudo correu de forma tão perfeita. Sem dúvida valeu a pena estudar tanto, me preparar tanto, sonhar tão alto. Sharon e Michelle foram perfeitas em suas tarefas e ficaram muito emocionadas quando Fabrício finalmente nasceu. Elas também fazem parte da nossa história de sucesso.

Em estado de graça, é assim que me sinto agora, com meu filho no colo. Ele é lindo, perfeito, calmo e muito esperto. Ser mãe é a maior felicidade que já experimentei.
Valeu cada enjoo.
Valeu cada contração.
Valeu cada hora em trabalho de parto.
Meu filho vale mais que tudo…
Love,
Mommy.
Entre os momentos mais marcantes da minha infância estão, certamente, aqueles que passei ao lado dos meus primos. Tempo bom aquele em que colocávamos uma caixa de isopor dentro da piscina para brincar de pirata; sem falar na alegria em exibir os presentes deixados pelo Papai Noel. Brigas existiam, claro, mas estavam longe de ser protagonistas do nosso relacionamento. Hoje em dia continuamos todos muito próximos, como irmãos. Minha prima Rossana, com quem tenho tanta história, será madrinha do Fabrício. E eu, sortuda, fui escolhida a dedo por ela para ser Dinda da menina mais fofa desse mundo — Maria Ady.
Quando vier ao mundo, Fabrício já terá um primo esperando por ele. Trata-se do dono das bochechas mais gordas do Rio de Janeiro.
Senhoras e senhores, preparem-se para a fofura sem tamanho de… Isaac!

Tem carinha de desenho animado, né?
Estamos loucos para conhecer pessoalmente o nosso sobrinho querido! Com apenas dois meses de diferença entre os dois, temos certeza de que Fabrício e Isaac vão aprontar muito por aí…
Alguém duvida?
Love,
Mommy.